O Ministério Público da Bahia, pediu o afastamento do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, Lukas Pinheiro Paiva. A informação foi dada pelo MP nesta terça-feira (30/7). O parlamentar é acusado de desviar mais de R$ 71.898,48 de recursos públicos do parlamento municipal nos anos de 2017 e 2018.
Os promotores Frank Ferrari e Thomás Brito pediram à Justiça o afastamento de Lukas do cargo de vereador em uma ação civil pública, ajuizada na última segunda-feira (29). Além disso, também foi pedida a indisponibilidade dos bens dos suspeitos, no valor de R$ 215,6 mil, que corresponde ao montante desviado mais multa.
Além do ex-presidente, outras quatro pessoas foram acusadas pelo MP pelo desvio. Um deles, Antônio Lavigne de Lemos, é considerado braço direito de Lukas Paiva no cargo de controlador interno da Câmara. Ele seria o responsável por fazer pagamentos inexistentes e superfaturados. O segundo, Rodrigo Alves dos Santos, foi apontado por gerar Guias falsas, adulterar extratos bancários e emitir notas de pagamentos superestimadas. Já o contador Cleomir Primo Santana, sócio da empresa SCM Serviços de Consultoria Contábil, teria se beneficiado das transferências bancárias e seria o supervisor das fraudes contábeis executadas pelo contador Íkaro Pires Sales de Oliveira. Os dois são apontados como responsáveis pela maquiagem contábil, com montagem de processos de pagamento falsos.
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Os promotores afirmam que os envolvidos praticaram improbidade administrativa com enriquecimento ilícito e dano aos cofres públicos a partir do desvio direto de recursos públicos da Casa Legislativa. Segundo o MP, a fraude foi feita por emissão de cheques a destinatários falsos e transferências bancárias de valores “superestimados” de contribuições previdenciárias para as próprias contas.
De acordo com a ação, os envolvidos cometeram fraudes contábeis e falsificação de documentos. O esquema fraudava a escrituração contábil de pagamentos das contribuições previdenciárias ao INSS, falsificando ou alterando Guias de Recolhimento Previdenciário. Os valores registrados eram maiores do que o recolhimento realmente feito. O objetivo da fraude era maquiar saídas ilegais, sem despesas correspondentes, dos recursos da Câmara. Do total desviado, as investigações rastrearam mais de R$ 54 mil.
No documento, Lukas é apontado como líder do esquema ativo quando ele ocupava a presidência da Câmara. Os promotores da ação também dizem que o vereador foi um dos maiores beneficiados com a organização. Depósitos suspeitos na conta do parlamentar foram identificados pelo MP. O ex-presidente teria chegado a participar da execução dos pagamentos, assinando cheques idênticos, sendo que um era verdadeiro, e outro, falso.
A ação faz parte das investigações feitas na Operação Xavier, que descobriu uma organização criminosa na Câmara de Vereadores de Ilhéus. (Aratu online)


