O cantor britânico Ozzy Osbourne, um dos maiores ícones da história do rock e vocalista da lendária banda Black Sabbath, morreu aos 76 anos. A confirmação foi feita pela família na noite desta terça-feira (22), por meio de um comunicado oficial.
“É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que temos que informar que nosso querido Ozzy Osbourne faleceu nesta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor. Pedimos a todos que respeitem a privacidade da nossa família neste momento”, declarou a nota.
A causa da morte não foi confirmada, mas o artista enfrentava complicações relacionadas ao Parkinson e problemas de mobilidade, segundo uma publicação recente da filha Kelly Osbourne. Ozzy morreu poucos dias após realizar um show de despedida com o Black Sabbath em Birmingham, sua cidade natal, no último dia 5 de julho. O evento, intitulado Back to the Beginning, foi promovido como sua “última reverência”.
Trajetória de uma lenda
Nascido como John Michael Osbourne em 3 de dezembro de 1948, em Aston, na cidade de Birmingham (Inglaterra), Ozzy era o quarto de seis filhos. Diagnosticado com dislexia e vindo de uma família da classe trabalhadora, ele abandonou os estudos aos 15 anos e teve passagens por empregos braçais e até por prisões antes de se envolver com a música.
Em 1967, uniu-se ao baixista Geezer Butler, ao guitarrista Tony Iommi e ao baterista Bill Ward para formar o que se tornaria o Black Sabbath. Com sonoridade pesada e letras sombrias, a banda redefiniu o rock nos anos 1970 com sucessos como Paranoid, War Pigs e Iron Man. O álbum de estreia, Black Sabbath, foi gravado em apenas dois dias em 1969.
Apelidado de “Príncipe das Trevas” e “Padrinho do Heavy Metal”, Ozzy também construiu uma bem-sucedida carreira solo após deixar o Black Sabbath em 1979. Ao longo da carreira, vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo e recebeu diversos prêmios, incluindo um Grammy e a entrada no Rock and Roll Hall of Fame em 2006.
Polêmicas, superações e legado
Entre os momentos mais controversos da carreira, destaca-se o episódio em que mordeu um morcego vivo durante um show em Iowa, em 1982 — algo que o cantor mais tarde disse ter achado que era de borracha.
Além dos excessos com drogas e álcool, Ozzy enfrentou crises familiares e foi afastado temporariamente de suas funções artísticas em diversos momentos. Em 2011, a esposa Sharon Osbourne revelou episódios de violência doméstica provocados por seu estado de saúde e vícios. Ainda assim, a família permaneceu unida, tornando-se popular com o reality show The Osbournes, vencedor do Emmy em 2002.
Em entrevista à CNN, Ozzy declarou: “Deveria ter morrido mil vezes, mas nunca morri”. Em sua autobiografia de 2010, reforçou: “Fiz algumas coisas ruins na minha vida. Mas não sou o diabo. Sou apenas John Osbourne: um garoto da classe trabalhadora de Aston que largou o emprego na fábrica e foi em busca de diversão.”
Família e despedida
Ozzy Osbourne deixa a esposa Sharon e seis filhos — três do primeiro casamento e três com Sharon: Jack, Kelly e Aimee. Segundo a assessoria da família, o corpo será cremado, atendendo aos desejos do artista. Mais detalhes sobre o velório e homenagens oficiais ainda devem ser divulgados.
O mundo da música perde um de seus nomes mais marcantes. Ozzy Osbourne deixa um legado eterno e uma legião de fãs que seguirão reverberando o som pesado e a irreverência que marcaram gerações.


