A Polícia Federal decidiu afastar preventivamente Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26).
O procedimento apura ausências repetidas do ex-parlamentar na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ), unidade para onde ele foi designado após perder o mandato na Câmara dos Deputados. A investigação vai analisar se houve abandono de cargo. Ele também deverá entregar a carteira funcional e a arma institucional em até cinco dias úteis.
Eduardo está nos Estados Unidos desde março de 2025. Ele afirma ser alvo de perseguição política envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal (STF).
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Depois da cassação, a Polícia Federal determinou que ele retornasse imediatamente às funções, o que não aconteceu. Caso o PAD conclua que houve infração disciplinar, a penalidade pode chegar à demissão.
Além do processo administrativo, Eduardo também responde a uma ação penal no STF. Em fevereiro, ele se tornou réu por obstrução de Justiça e coação, após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. O caso envolve suspeita de tentativa de interferência em investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.





