Trama golpista: STF inicia interrogatório de Bolsonaro e demais réus na próxima semana

Depoimentos serão presenciais na Corte, com exceção de Braga Netto, e marcam nova fase das investigações sobre plano para manter ex-presidente no poder

Foto: Carolina Antunes/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para a próxima segunda-feira (9) o início dos interrogatórios dos réus investigados por suposta tentativa de golpe de Estado com o objetivo de manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

Os depoimentos ocorrerão presencialmente na sala da 1ª Turma da Corte, com exceção do ex-ministro Walter Braga Netto, que será ouvido por videoconferência a partir do Rio de Janeiro, onde está preso.

A primeira oitiva será a do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e um dos principais delatores do caso. Em seguida, os demais acusados do chamado “núcleo central” serão ouvidos em ordem alfabética:

  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
  • Jair Bolsonaro (ex-presidente)
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil)

As audiências estão previstas para ocorrer entre 14h e 20h e poderão se estender até sexta-feira (13), se necessário. Conforme o devido processo legal, os réus têm o direito de permanecer em silêncio durante os interrogatórios.

A nova etapa do processo vem logo após o encerramento da fase de oitivas de testemunhas de acusação e defesa, concluída na última segunda-feira (2). No total, 52 pessoas foram ouvidas por videoconferência. Durante os depoimentos, foi confirmada a realização de uma reunião no Palácio da Alvorada para discutir um plano de ruptura institucional. Algumas sessões foram marcadas por momentos de tensão e ameaças de prisão.

Jair Bolsonaro é acusado de liderar uma organização criminosa com o objetivo de deslegitimar o resultado das eleições e promover um golpe para se manter no cargo, contrariando a Constituição Federal.

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