O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma suspensão temporária das tarifas de 50% que seriam aplicadas a produtos canadenses a partir desta quarta-feira (19). A medida terá duração de três dias, enquanto os dois países avançam nas negociações comerciais.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, confirmou a interrupção das tarifas até 21 de agosto. Segundo ele, houve avanços nas tratativas, mas ainda existem questões que precisam ser definidas antes de um possível acordo.
Setor automotivo está entre os principais impasses
Um dos pontos mais delicados das negociações envolve a indústria automobilística. Os governos analisam a possibilidade de reduzir de 25% para 15% as tarifas cobradas pelos Estados Unidos sobre veículos produzidos no Canadá.
A proposta também prevê descontos adicionais de acordo com a quantidade de componentes fabricados nos Estados Unidos presentes nos veículos.
As novas tarifas poderiam alcançar aproximadamente US$ 20 bilhões em produtos canadenses, afetando setores como madeira, vinhos e laticínios.
EUA e Canadá ainda divergem sobre conteúdo dos veículos
Outro ponto de discussão é a forma utilizada para calcular a participação de componentes produzidos na América do Norte.
O governo americano defende que os descontos tarifários considerem apenas peças fabricadas nos Estados Unidos. O Canadá, por outro lado, quer que também sejam contabilizados componentes produzidos no próprio país e no México.
Na terça-feira, os Estados Unidos divulgaram novas regras que obrigam montadoras a informar anualmente o percentual de conteúdo americano presente nos veículos.
Trump também citou a possibilidade de retomar o projeto do oleoduto Keystone XL, cancelado em 2021, mas não apresentou detalhes sobre uma eventual retomada.
Por enquanto, os termos do entendimento anunciado pelo presidente americano não foram divulgados integralmente. As negociações devem continuar durante o período de suspensão das tarifas.





