Melina Fachin, professora e diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi vítima de agressões verbais e de uma cusparada na última sexta-feira (13), enquanto deixava a Faculdade de Direito da instituição. Durante o incidente, um homem não identificado a chamou de “lixo comunista”.
O caso ocorre em um contexto de tensões recentes na UFPR, envolvendo eventos ligados ao Supremo Tribunal Federal e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de ser filha do ministro Edson Fachin, ela não possui ligação direta com a Primeira Turma do STF.
Em nota, o marido da professora, advogado Marcos Gonçalves, repudiou o ataque e atribuiu o episódio à propagação de discursos de ódio. A comunidade acadêmica, incluindo o Centro de Estudos da Constituição da UFPR, manifestou solidariedade e classificou a agressão como reflexo da intolerância e do autoritarismo que ameaçam a liberdade universitária. Até o momento, o autor do ataque não foi identificado.
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