O chefe do Hamas, Khalil al-Hayya, anunciou nesta quinta-feira (9) o encerramento definitivo da guerra com Israel, marcando o início da primeira fase de um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos. A decisão, segundo ele, foi tomada após o país norte-americano garantir o cumprimento dos termos negociados entre as partes.
Em declaração, Khalil afirmou que o grupo está cumprindo as demais condições do plano, mas rejeitou a exigência de desarmamento. “Nenhum palestino aceita o desarmamento”, declarou o líder do Hamas.
O cessar-fogo foi comemorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e recebeu elogios do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud). O governo de Israel deverá discutir, nas próximas horas, a aprovação interna do acordo em reunião do Gabinete de Segurança.
Segundo o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, o cessar-fogo entrará em vigor assim que houver o aval oficial do governo. O Hamas terá até 72 horas para libertar todos os reféns que ainda mantém em Gaza — 48 pessoas, das quais 20 podem estar vivas, segundo estimativas israelenses.
A libertação dos reféns está prevista para ocorrer entre segunda-feira (13) e quarta-feira (14). Em contrapartida, Israel propôs a retirada gradual de parte de suas tropas do território palestino.


