Suspeita de lavagem de dinheiro: delator do Banco Master foi ‘ganhador’ 570 vezes em apostas de R$ 176 milhões

Apurações do Ministério Público de São Paulo apontam movimentações de R$ 176,4 milhões entre 2020 e 2025

Foto: Reprodução

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, é citado em investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após aparecer 570 vezes em registros relacionados a prêmios e apostas entre os anos de 2020 e 2025. Segundo os investigadores, as operações associadas ao empresário somam R$ 176,4 milhões.

Freixo é um dos alvos da terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24), que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e a possível atuação do crime organizado no setor de combustíveis. As loterias e empresas do segmento de apostas não são investigadas na operação e não integram o suposto esquema apurado.

De acordo com o MP, as informações sobre os prêmios e apostas foram encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por apresentarem características consideradas atípicas e possíveis indícios de irregularidades financeiras. Conforme a investigação, o empresário aparece em todas as 570 comunicações registradas na condição de “ganhador”.

O nome de Antônio Carlos Freixo Júnior passou a integrar as investigações relacionadas ao caso Banco Master após a assinatura de um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento foi firmado em agosto e homologado em setembro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No acordo, segundo informações divulgadas pelas autoridades, Freixo apresentou detalhes sobre operações financeiras que envolveriam Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A Operação Carbono Oculto segue em andamento, e os órgãos responsáveis continuam analisando documentos, movimentações financeiras e outros elementos que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos investigados.

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