Acolhimento a mulheres vítimas de violência em Salvador cresceu 75% com espaço não sigiloso

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Foto: Bruno Concha / Secom PMS

Dedicado a receber vítimas de violência doméstica, violência sexual e mulheres egressas do tráfico de pessoas, o Centro de Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid) registrou um aumento de 75% no número de acolhimentos registrados no primeiro quadrimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Embora o espaço utilizado hoje, uma residência de 450 m² no bairro da Ribeira, tenha sido inaugurado em abril do ano passado, a comparação é feita com a antiga residência sigilosa, vinculada ao Centro de Referência de Atenção à Mulher Loreta Valadares.

Responsável por essa atividade e por esses dados, a Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) reclamava da falta de demanda no espaço, que acolhia as mulheres na medida em que a Rede de Proteção fazia o encaminhamento – essa rede é formada pela Delegacia Especial da Mulher (Deam), a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA).

Agora, a assessoria de comunicação da pasta afirma que o aumento na demanda se deve ao fato de o endereço ser de conhecimento público, mesmo que para ser acolhida, a vítima ainda precise ser encaminhada por uma Deam ou por um Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Com capacidade para atender até 30 pessoas simultaneamente, o abrigo possui recepção, quatro salas de atendimento, quatro sanitários, três quartos, brinquedoteca, biblioteca, sala para grupo terapêutico, sala de TV, copa, cozinha, área de serviço, administrativo, dois almoxarifados, salão para oficinas, espaço para ginástica, parque infantil e horta.

Como um espaço de caráter provisório, o objetivo é que a vítima fique no local por cerca de 15 dias. Mas a assessoria salienta que esse prazo é flexível: se a mulher não tiver um lugar seguro para ficar, a estadia dela no Camsid será prorrogada. A fim de garantir a integridade física das assistidas, o local conta ainda com guarda municipal 24 horas.

Mas além do acolhimento, o abrigo também presta assistência com diversos serviços. Uma equipe composta por 25 profissionais da Psicologia, do Direitos e de outras áreas, atuam com orientação, encaminhamento jurídico, atendimento psicológico e assistência social à população.

Sem necessidade de mediação, o número de atendimentos também cresceu. Enquanto no primeiro quadrimestre de 2018, o espaço sigiloso atendeu 189 pessoas, o total de janeiro, fevereiro, março e abril de 2019 foi de 409 atendimentos.

Aberto há pouco mais de um ano, o Camsid fica na Rua Lélis Piedade, no bairro da Ribeira. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, mas demandas dos Cras e das Deams são aceitas no plantão 24h. Além das mulheres em situação de risco, seus filhos de 0 a 12 anos também são acolhidos pelo centro.

por Ailma Teixeira – Bahia Notícias

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