Casos de Covid causados pela ômicron começam a diminuir no Reino Unido

Ômicron é a variante com mais mutações do coronavírus - Daniel Roberts/Pixabay

A avalanche de novos casos de Covid causados pela variante ômicron começa a diminuir no Reino Unido.

O governo britânico olha bem para os números e vê sinais de que o auge da onda de contágio ficou para trás. Os novos casos de Covid vem diminuindo na Inglaterra.

A equipe de saúde pública de Londres afirma que a capital não é mais o epicentro da Covid no país. O infectologista Kevin Fenton explicou que a cidade, talvez, não esteja mais no pico do surto da ômicron. Mas ele alertou que a fase crítica da pandemia ainda não passou: o patamar de infecções ainda é muito alto.

Um em cada dez londrinos está infectado. O governo sabe que é cedo para cravar uma tendência. O conselho científico inglês avisou que as festas do fim de ano e a volta às aulas podem interferir nos dados. Agora é fato que o número de mortes está infinitamente menor na comparação com janeiro de 2021. Mais de 80% dos ingleses completaram a vacinação.

O ministro da Saúde disse que falava com honestidade: “As próximas semanas vão ser difíceis. Ainda que o contágio diminua, ele demora perto de duas semanas para ter impacto nos hospitais”. Desde fevereiro de 2021, o Reino Unido não via tantas internações, e a maioria é de idosos.

O NHS – o equivalente britânico ao SUS – avisou que vai provavelmente enfrentar uma pressão real pelo menos nas próximas duas, três ou mais semanas. O governo britânico, inclusive, fechou contratos com hospitais privados para receberem pacientes do sistema público por três meses. Até 20% dos hospitais precisaram cancelar procedimentos de rotina e veem suas emergências aumentando.

O chefe do sistema de saúde explicou, na sexta (7), que a ômicron significa mais pacientes e menos equipes para tratar. Os últimos dados do governo britânico mostram que mais de 35 mil profissionais da saúde faltaram uma semana de trabalho porque estavam com Covid. Ainda é uma situação que sobrecarrega os hospitais. A ponto de o Exército mandar médicos e enfermeiros para ajudar.

Mas o chefe-executivo da Associação de Diretores de Hospitais acha que a linha de frente vai aguentar. Chris Hopson disse que as vacinas estão funcionando e que a maioria dos associados aposta que as hospitalizações vão começar a diminuir também.

O primeiro-ministro britânico acha que pode lidar com a nova onda sem novas restrições. Boris Johnson cogita, inclusive, diminuir o período de isolamento de infectados de 7 para 5 dias. Mas ele deixou claro que vai seguir a opinião do conselho científico.