Facebook remove grupo com 11 mil membros que vendia garrafas usadas para falsificação de bebidas

Ação foi tomada após notificação da AGU, em meio à crise de intoxicações por metanol no país

Foto: Divulgação

O Facebook removeu um grupo com mais de 11 mil participantes que comercializava garrafas usadas de bebidas alcoólicas, muitas delas com rótulos originais, frequentemente utilizadas na produção de bebidas adulteradas.

A decisão foi tomada após uma notificação da Advocacia-Geral da União (AGU), que também solicitou a preservação de provas, como postagens, nomes de membros e ações de administradores — informações que poderão subsidiar futuras investigações policiais.

A medida integra a terceira notificação enviada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), órgão vinculado à AGU, no contexto da recente crise de intoxicações por metanol. O procurador nacional da PNDD, Raphael Ramos, destacou que a comercialização dessas garrafas facilita a falsificação de bebidas e representa um grave risco à saúde pública, podendo causar cegueira e até morte.

Ramos também ressaltou a importância da cooperação entre o poder público e as plataformas digitais para combater práticas ilegais e proteger os consumidores.

De acordo com a AGU, o grupo violava as próprias diretrizes do Facebook, que proíbem a venda de produtos ilegais ou destinados à falsificação.

A notificação ainda lembrou pedidos anteriores da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para suspender a comercialização de itens usados na adulteração de bebidas e reforçou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas digitais conforme o Marco Civil da Internet.

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