STF suspende julgamento sobre fraude no INSS mas acordo para ressarcir aposentados segue em vigor

Pedido de vista do ministro André Mendonça interrompe análise, mas não afeta execução do plano já em vigor

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o julgamento do acordo firmado entre o governo federal e entidades representativas para ressarcir aposentados e pensionistas vítimas de descontos fraudulentos em benefícios do INSS. O magistrado pediu vista e terá até 90 dias para devolver o processo.

A paralisação, contudo, não altera a execução do plano operacional homologado em julho pelo relator do caso, ministro Dias Toffoli. O acordo prevê a devolução dos valores com correção pelo IPCA, além de medidas antifraude e a criação de um portal de transparência.

Até o pedido de Mendonça, já haviam votado a favor os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Luís Roberto Barroso. Gilmar Mendes também antecipou seu posicionamento favorável, mesmo após a suspensão.

O ressarcimento poderá ser solicitado por beneficiários lesados entre março de 2020 e março de 2025. Os valores serão cobrados das entidades associativas responsáveis. Caso não haja comprovação de autorização ou reembolso em até 15 dias, o INSS fará o pagamento diretamente aos segurados.

De acordo com o Ministério da Previdência, 91,4% dos beneficiários que aderiram ao acordo já têm pagamentos programados.

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