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A Polícia Federal (PF) revelou, em relatório final do inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria planejado deixar o Brasil caso a articulação golpista não obtivesse sucesso. O documento foi divulgado nesta terça-feira (26) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
PF: Mauro Cid disse que “tempo está curto” e golpe “teria que ser antes do dia 12”, dia da diplomação de Lula
Áudios obtidos pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado no final do governo Bolsonaro revelam conversas comprometedoras entre o tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do então presidente, e o general Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência. As mensagens indicam articulações que deveriam ocorrer “antes do dia 12”, data da diplomação de Lula e Alckmin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) afirmou que nunca discutiu um plano para matar autoridades. “Lá na Presidência havia mais ou menos 3.000 pessoas naquele prédio. Se um cara bola um negócio qualquer, o que eu tenho a ver com isso? Discutir comigo um plano para matar alguém, isso nunca aconteceu”, disse o liberal à revista Veja.
O advogado de Mauro Cid, Cezar Bitencourt disse à GloboNews, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comandava a organização criminosa indiciada pela Polícia Federal e conhecia o plano para um golpe de Estado que envolvia os assassinatos de autoridades brasileiras. Apesar disso, logo após a declaração, recuou e negou ter dito que o ex-mandatário tivesse qualquer envolvimento no caso.
O undiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro foi assunto na imprensa internacional. Diversos jornais repercutiram o caso. Além dele, outras 36 pessoas também constam no inquérito, que investiga a tentativa de golpe de Estado.
Após ser indiciado por tentativa de golpe, Bolsonaro ataca Moraes: “Faz tudo o que não diz a lei”
O ex-presidente Jair Bolsonaro se pronunciou nesta quinta-feira (21) após ser indiciado pela Polícia Federal por três acusações: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
No X (antigo Twitter), o Partido dos Trabalhadores (PT) comemorou o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga uma tentativa de golpe de estado em 2022, após a Polícia Federal (PF) divulgar a informação nesta quinta-feira (21).
Polícia Federal indicia Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas por tentativa de golpe de Estado
Na quinta-feira (21), a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022.
Flávio Bolsonaro minimiza investigações sobre plano contra Lula e declara: “Vontade de matar alguém todo mundo já teve”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gerou controvérsia nesta terça-feira (19) ao declarar que “todo mundo já teve vontade de matar alguém” em um momento em que a Polícia Federal (PF) prendeu quatro militares e um policial federal sob suspeita de envolvimento em um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O general da reserva Mário Fernandes, um dos presos na Operação Contragolpe, afirmou em uma conversa gravada que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria dado aval para um plano golpista que poderia ser executado até o final de seu mandato, em 31 de dezembro de 2022. A gravação foi apresentada no relatório de inteligência da operação, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19), que visou prender cinco militares envolvidos em um esquema para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, eleitos nas eleições de outubro de 2022. Fernandes, em áudio enviado ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, indicou que o ex-presidente não via restrições para a ação até a data final do mandato.



