Em entrevista à CNN nesta terça-feira (10), o economista e ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, criticou as atuais diretrizes econômicas do governo federal, em especial os reajustes reais do salário mínimo e a ampliação das transferências sociais.
Para ele, essas medidas comprometem o equilíbrio fiscal e não oferecem solução estrutural para a pobreza no país.
“O grande mal foi dar reajustes reais ao salário mínimo”, declarou Loyola, ao defender que o foco da política econômica deveria estar na criação de empregos formais, e não no aumento de gastos sociais. Na avaliação do economista, o enfrentamento da pobreza deve ser feito por meio da inserção produtiva da população no mercado de trabalho, com geração de renda sustentável.
Segundo Loyola, os programas de transferência de renda precisam ter caráter temporário e atender apenas os grupos que não conseguem se inserir no mercado. “Não adianta você querer fazer, vamos dizer, dar transferências, aumentar as transferências, se não tem dinheiro”, argumentou.
Ele ainda alertou que o nível atual de benefícios sociais compromete o orçamento público e torna a política fiscal insustentável. Para o ex-presidente do BC, é necessário reavaliar o modelo para garantir responsabilidade fiscal e eficiência no combate à desigualdade.





