O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a redução da pena do humorista Leo Lins, condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por propagar conteúdos ofensivos contra minorias e grupos vulneráveis em apresentações humorísticas.
A condenação está ligada ao especial de comédia “Perturbador”, publicado no YouTube em 2023. No material, o humorista faz piadas envolvendo escravidão, perseguição religiosa, pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos minoritários. À época, o próprio MPF foi responsável por acionar Leo Lins na Justiça.
O procurador regional da República Vinícius Fermino afirmou que defende a manutenção da condenação, mas pediu ajustes na dosimetria da pena e no valor das indenizações. Segundo o MPF, houve apenas uma ação criminosa, que foi a publicação do vídeo. No entanto, a juíza responsável pelo caso entendeu que Leo Lins teria cometido vários crimes de preconceito, por ter feito piadas com diferentes grupos durante o especial.
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O MPF também solicitou a redução da multa, atualmente fixada em pouco mais de R$ 1,4 milhão. O pedido será analisado pela Justiça Federal, que decidirá se a sentença será modificada.
Leo Lins ainda não se pronunciou publicamente sobre o pedido do Ministério Público.





