O virtual interesse dos líderes João Leão (PP) e Otto Alencar (PSD) na sucessão do governador Rui Costa (PT), em 2022, tem impedido que parlamentares baianos dos dois partidos que integram o Centrão na Câmara aprofundem, do jeito que gostariam, a relação com o governo Jair Bolsonaro.
Otto Alencar foi o primeiro a se posicionar, dizendo que não aceitava, de jeito nenhum, qualquer tipo de relação baseada no “toma lá dá cá” com o governo. Leão, que, além de secretário de Desenvolvimento Urbano é também vice-governador da Bahia, evitou fazer comentários sobre o assunto.
Deputados dos dois partidos, no entanto, asseguram que não estão à vontade para promover aproximações maiores com o presidente e aproveitarem a oportunidade para fazer indicações a cargos do governo federal na Bahia exatamente por saberem que os dois líderes têm interesse nas próximas eleições estaduais.
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Para eles, tanto Otto quanto Leão devem se manter distantes de Bolsonaro no Estado por saberem que o sentimento majoritário no eleitorado baiano é contrário ao presidente da República e considerarem que dificilmente haverá uma mudança no quadro. Hoje, alguns deputados já se relacionam com o governo nos dois partidos.
Mas gostariam de estreitar a relação com a máquina federal, surfando na onda de aproximação com o Centrão promovida por Bolsonaro. Entre eles, estão, por exemplo, o deputado federal Cláudio Cajado, do PP, de cuja boa relação com o governo dizem que o governador baiano, inclusive, se beneficia.





